Grassi Museum
O Grassi Museum für Völkerkunde zu Leipzig ou Museu Grassi para Etnologia em Leipzig (Alemanha), foi criado em 1869. Juntamente com o Grassi Museum für Völkerkunde Dresden, que também possui ritxoko, e com o Völkerkunde Museum Herrnhut, compõem, desde 2004, as Staatliche Ethnographische Sammlungen Sachsen (Coleções Etnográficas Estatais da Saxônia). Com mais de 200 mil itens, o museu possui uma das maiores coleções etnográficas da Alemanha, com seções dedicadas à Ásia, Oceania, África e Américas.
De um total informado pelo museu de 94 itens, 23 ritxoko estariam desaparecidas, mas nosso projeto localizou 3 delas. Esta coleção é uma dos mais antigos conjuntos de ritxoko musealizadas, e foi inicialmente formada por Fritz Krause, em expedição financiada pelo Grassi Museum, em 1908. Tal coleta foi acompanhada pela preparação e publicação da obra In den Wildnissen Brasiliens (Krause, 1911), que possui um registro muito completo da viagem, com desenhos e fotos realizadas pelo autor, incluindo um mapa em que situa as aldeias visitadas. A riqueza deste material para o projeto é imensurável, havendo mais de 10 fotografias de ritxoko, algumas delas totalmente de cera, e um conjunto de fichas de identificação das peças com desenhos à mão e com a caligrafia de Krause, provavelmente preenchidas ainda em campo.
Nosso projeto realizou etapas de campo neste museu em 2018 e em 2021, além de um longo processo colaborativo de chegagem e refinamento da documentação do acervo, com reuniões online quinzenais de duas horas de duração entre a equipe da instituição e a do PPK, contando especialmente com a presença de pesquisadores indígenas como Labé Kalèrèki Karajá e Tuinaki Koixaru Karajá.
Para saber mais sobre o processo de trabalho:
DUARTE CÂNDIDO, Manuelina Maria. Nem tudo está perdido! Coleções de ritxoko em museus da Alemanha. In: LIMA Filho, Manuel (org.). Tesouros Iny-Karajá. Goiânia: CEGRAF-UFG, 2021. p. 149-177. (Coleção Epistemologias) Disponível online em http://hdl.handle.net/2268/263170
De um total informado pelo museu de 94 itens, 23 ritxoko estariam desaparecidas, mas nosso projeto localizou 3 delas. Esta coleção é uma dos mais antigos conjuntos de ritxoko musealizadas, e foi inicialmente formada por Fritz Krause, em expedição financiada pelo Grassi Museum, em 1908. Tal coleta foi acompanhada pela preparação e publicação da obra In den Wildnissen Brasiliens (Krause, 1911), que possui um registro muito completo da viagem, com desenhos e fotos realizadas pelo autor, incluindo um mapa em que situa as aldeias visitadas. A riqueza deste material para o projeto é imensurável, havendo mais de 10 fotografias de ritxoko, algumas delas totalmente de cera, e um conjunto de fichas de identificação das peças com desenhos à mão e com a caligrafia de Krause, provavelmente preenchidas ainda em campo.
Nosso projeto realizou etapas de campo neste museu em 2018 e em 2021, além de um longo processo colaborativo de chegagem e refinamento da documentação do acervo, com reuniões online quinzenais de duas horas de duração entre a equipe da instituição e a do PPK, contando especialmente com a presença de pesquisadores indígenas como Labé Kalèrèki Karajá e Tuinaki Koixaru Karajá.
Para saber mais sobre o processo de trabalho:
DUARTE CÂNDIDO, Manuelina Maria. Nem tudo está perdido! Coleções de ritxoko em museus da Alemanha. In: LIMA Filho, Manuel (org.). Tesouros Iny-Karajá. Goiânia: CEGRAF-UFG, 2021. p. 149-177. (Coleção Epistemologias) Disponível online em http://hdl.handle.net/2268/263170
