Grassi Museum
O Grassi Museum für Völkerkunde zu Leipzig ou Museu Grassi para Etnologia em Leipzig, Alemanha, foi criado em 1869. En 2004 a instituição passa a constituir, em conjunto com os museus de Dresden e de Herrnhut, as Coleções Etnográficas da Saxônia (Staatliche Kunstsammlungen Dresden – SKD). Com mais de 200 mil itens, o museu possui uma das
maiores coleções etnográficas da Alemanha, com seções dedicadas à Ásia, Oceania, África e Américas.
A coleção de ritoxos do Grassi Museum é uma das mais antigas musealizadas, e foi formada principalmente a partir da coleta de campo por Fritz Krause (1881–1963), que realizou uma
expedição ao Brasil central em 1908 e 1909. A coleção de acrescida por doações por Wilhelm G. Kissenberth, Harald Schultz, Peter W. Thiele, A. Gotthardt, Günther Hartmann e Heinz Budweg. Considerada uma das mais antigas coleções de objetos produzidos pelo povo Iny Karajá, a coleção de Krause conta com 89 ritxoko e outros 479 objetos de origem do povo Iny Karajá e 115 itens do povo Javaé. O acervo também inclui documentação, registros fonográficos, desenhos e diários de viagem detalhados. O livre uso de todo este material para
finalidades não comerciais foi cedido ao Projeto Presença Karajá e ao povo Iny por meio de um acordo de cooperação assinado em 2024.
As ritxoko da coleção Krause foram adquiridas principalmente por meio de trocas por itens como tecidos e miçangas (Krause, 1911). Ele priorizava a coleta de itens in situ, embora também tenha coletado algumas peças produzidas sob encomenda. Nos últimos anos, a equipe do museu trabalhou na reorientação das práticas de curadoria, expografia e pesquisa, de forma crítica e reflexiva quanto a sua própria história. Nesse contexto, a colaboração com o Projeto Presença Karajá exemplifica esse perfil, pois o museu abriu seus arquivos e reservas técnicas para que pesquisadores e representantes indígenas pudessem analisar e atualizar as informações sobre as ritxoko presentes em Leipzig, em uma dinâmica de trabalho efetivamente de parceria e tomadas conjuntas de deciões (Hamburger, 2022; Duarte Cândido, 2021).
maiores coleções etnográficas da Alemanha, com seções dedicadas à Ásia, Oceania, África e Américas.
A coleção de ritoxos do Grassi Museum é uma das mais antigas musealizadas, e foi formada principalmente a partir da coleta de campo por Fritz Krause (1881–1963), que realizou uma
expedição ao Brasil central em 1908 e 1909. A coleção de acrescida por doações por Wilhelm G. Kissenberth, Harald Schultz, Peter W. Thiele, A. Gotthardt, Günther Hartmann e Heinz Budweg. Considerada uma das mais antigas coleções de objetos produzidos pelo povo Iny Karajá, a coleção de Krause conta com 89 ritxoko e outros 479 objetos de origem do povo Iny Karajá e 115 itens do povo Javaé. O acervo também inclui documentação, registros fonográficos, desenhos e diários de viagem detalhados. O livre uso de todo este material para
finalidades não comerciais foi cedido ao Projeto Presença Karajá e ao povo Iny por meio de um acordo de cooperação assinado em 2024.
As ritxoko da coleção Krause foram adquiridas principalmente por meio de trocas por itens como tecidos e miçangas (Krause, 1911). Ele priorizava a coleta de itens in situ, embora também tenha coletado algumas peças produzidas sob encomenda. Nos últimos anos, a equipe do museu trabalhou na reorientação das práticas de curadoria, expografia e pesquisa, de forma crítica e reflexiva quanto a sua própria história. Nesse contexto, a colaboração com o Projeto Presença Karajá exemplifica esse perfil, pois o museu abriu seus arquivos e reservas técnicas para que pesquisadores e representantes indígenas pudessem analisar e atualizar as informações sobre as ritxoko presentes em Leipzig, em uma dinâmica de trabalho efetivamente de parceria e tomadas conjuntas de deciões (Hamburger, 2022; Duarte Cândido, 2021).
